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domingo, 12 de janeiro de 2014

Mais estudantes da UFRN passam pelo Amarelão.

   Com muita desenvoltura, a tuixá do Amarelão, Taise “Mendonça” conversou com as três estudantes do curso  de Serviço Social da UFRN, alunas da professora Jaciara Nobre da cadeira de Antropologia e Estudos da Cultura para um trabalho sobre o cotidiano dos Mendonça do Amarelão, solicitado pela professora Jaciara para a respectiva cadeia. Foi neste sábado, Ana Carolina, Isabele Avelino e Tatiane Lima que elas por lá estiveram e após entrevistar a tuixa, foram ao coração do Amarelão se topando com a Irmã Teresinha, e também assistiram parte da concorrida reunião da Associação dos Moradores do Amarelão, participaram da aula  de guarani, viram a aula de música, o reforço escolar e entrevistaram outras pessoas da comunidade sobre o tema do dito trabalho.
   Nosso Grupo de Estudos apesar de desfalcado de Acanguaçú e Gersom Canindé, la estava firme com Aucides Sales, praticando o uso do idioma guarani com a garotada.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Historia de Caboclos II.

Irmã Terezinha Geles
Zé Honório.

    Fizemos grandes amizades no Amarelão: Dedé Barbosa, Pequinho, Raimundo Louro, Dona Neide, a IrmãTerezinha, Dona Tiquinha e o finado Didi. Seu Honório sempre me escutou e apoiou minhas iniciativas, porém cabreramente, manda os sobrinhos no seu lugar. Mais arredio ficou quando resolvemos dar assistência aos Euletérios do Catú indo então pro Amarelão Jussara Galhardo que infelizmente teve dificuldade em se relacionar com os homens da comunidade, reforçando a corrente da Irmã Terezinha que a tempos lhe ofuscava o brilho. Ele tinha grande carisma. Certa vez, para quebrar a resistência de seus parentes em aceitar a identidade indígena levei na comunidade o empresário Augusto Maranhão que foi comigo na sua Hilux distribuir peixe na semana Santa, ato de devoção da família,,, chegamos na casa do tuixa, naquela caminhoneta preta e logo as frentes das casas se encheram de Mendonças e com brevidade chegavam mais, porém dali, não se moviam. Logo o velhinho sai pedindo desculpa pela demora, que estava botando uma camisa,,, sorria satisfeito com  nossa presença nos convidou a entrar, ofereceu café, e logo uma cabeça  assoma a porta sorrateiro: um sobrinho mais chegado aparece e pede-lhe a benção reticente e o tuixá sorridente lhe pede que chame algumas pessoas, mas as mesma já iam chegando apreensivas. Porém logo se alegraram por nos reconhecerem como o irmão da engenheira dos poços e a noticia dos peixes os deixou ainda mais contentes, porém de forma muito contida, apenas Seu Honório não escondia o largo sorriso. Lá fora a enorme família dos Barbosa, se acercara do terreiro da casa, porém em perfeita ordem e silêncio. Os peixes foram distribuídos sem arrelia ou estrupícios. Na absoluta dignidade.
Porém a que causam grande impacto foi quando afirmamos que o moço que ali estava era também caboclo e que descendia de uma índia cujo filho fundou Natal, governou a capitania duas vezes e que enfrentou os franceses no Maranhão e dai o nome dele ser Augusto Maranhão, como eles sendo Mendonça ou Barbosa (as duas principais clãs) já se sabe que é caboclo. Sendo o fato confirmado pelo empresário e, formou-se um leve burburinho de murmurais deles conversando discretamente... o tuixa nos agradeceu  e finamente fomos a cara de Pequino e a cena se repetiu para uma plateia menor.
Dias depois Pequinhos, companheiro de Didi Barbosa, que havendo militado com os Sem Terra e conseguido a Assentamento Santa Terezinha resistia a ideia de ser caboclo, desfalcando o Movimento. Estava sorridente e vinha acompanhando de outro morubicha da leta ruas sem Terra: era o Raimundo Lauro. Após os cumprimentos e apresentação Pequinho Barbosa disparou a frase: se aquele sempre serio não tem vergonha de ser ele, vou ter ? eu sou é caboclo. 

sábado, 3 de agosto de 2013

Peteca no IF de João Câmara.

Jogo de peteca na partida de Natal
   Os participantes da Oficina da Cultura e Idioma Guarani Fizeram rodas de peteca em vários momentos: na partida, como elemento de reunião, na chegada ao IF de João Câmara e depois da aula e canto, planejamento e troca de presente, tendo que se ausentarem os Mendonças, os vindos de Natal permaneceram na Unidade, batendo peteca.
   Vários estudantes desta unidade se integraram aos “Natalgua” entrando na roda para dar a sua petecada, se possível forte, fazendo a peteca subir muito acima. Por fim deixamos duas petecas com a moçada.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Fernando Batista realizou recital de violão clássico em João Câmara. 
Ele é do grupo dos Mendonça do Amarelão. 
É um exemplo pra sua gente. É estudante do Curso de Música da  UFRN,
 É regente do grupo de flautistas do Amarelão,

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fernando do Amarelão

   Este caboclo é um exemplo de competência. Se propôs a substituir um professor de música que a Irmã Terezinha havia trazido para montar um grupo musical no Amarelão. Tomou tão a sério que entrou na UFRN para estudar música e neste dia 21 às 19 horas, realizará seu primeiro recital de violão em João Câmara.
  Muito auxiliou muito a Irmã e ao nosso grupo quando trouxemos os potiguares para fortificar o Toré do Amarelão. Me informou do desejo de formar um conjunto musical e de sua felicidade por ter sabido que já esta na conta os recursos para o desenvolvimento do projeto que a Irmã Terezinha encaminhou ao Ministério da Cultura para criação de uma banda de musica no Amarelão, o grande sonho desta incansável defensora dos Mendonsas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Parentes

Dedé Barbosa.
    Pertencente à família Barbosa do Amarelão, do ramo do falecido tuichá José Honório. Dedé é um caboclo disposto. Já trabalhou de segurança, foi presidente da Associação dos Moradores do Assentamento Sta Terezinha, uma " reintegração de posse" das suas terras nas mãos da "Fazenda Outeiro".      .  Aderiu ao movimento indígena por algum tempo, fazendo visita a comunidade do Catu  e recebeu com demais companheiros, parentes do Catu e Rio dos Índios (Ceara-Mirim) e Caboclos de Caraúbas, em agosto de 2004 no Amarelão na casa do caboclo Pequinho.
   

Foto
 Por fim, tentou montar uma amplificadora, no assentamento, chegando ainda a funcionar precariamente por algumas vezes. Porém, teve que ser duro com alguns carga-torta que adquiriram hábitos alheios e dessa forma preferiu se ausentar da comunidade e tocar a vida em Natal comerciando com castanha, lide de todo Mendonça.
   Aliás, os Mendonsa tem sido visto com outros olhos, desde que ingressou no movimento sem  terra e depois no Movimento Indígena. Tinha isso antes? Flautistas Mendonças tocando na missa em João Cmara?

sábado, 13 de outubro de 2012

Encontro de Jovens Indígenas 
do Rio Grande do Norte
Jovens do Amarelão do grupo da dança do toré e militantes do Grupo de Estudos de Igapó
os quais montaram este grupo de dança no Amarelão 
    Vai acontecer em João Câmara nos dias 18 e 19 próximos, um Encontro de Jovens Indígenas do Rio Grande do Norte.promovido pela FUNAI. O encontro vai reunir jovens dos grupos indígenas de nosso estado que foram reconhecidos por esta fundação.
   Infelizmente o Movimento indígena vem sofrendo interferências de pessoas desarmonizadas  com os propósitos dos iniciadores e passam a determinar diretrizes nocivas ao bom andamento das coisas. Este encontro foi planejado com a ausência de boa parte dos militantes e assim carrega equívocos e omissões. 
    Apresentar o grupo de Açu como de etnia desconhecida é desconhecer a história do Rio Grande do Norte, pois qual outro povo poderia compor as comunidade daquela cidade se não forem os janduis, visto que lá era a capital do reino tarairú? A novidade é grupo dos tapuias da lagoa de Tapará em Macaíba que apresenta sua etnia... quem a definiu? E qual informação se baseou? Qual a participação deste grupo para ter assegurada sua participação no encontro? No entanto o grupo de Rio dos Índios de Ceara Mirim que já recebeu visitas e fez visita ao Amarelão, ficou de fora assim como o de Caraúbas que participou da Conferencia para a Igualdade Racial também não pode participar por não estarem informados.
    Uma agressão a nossa cultura são os encontros que vem realizando. Encontro de mulheres, de jovens... por que encontro separados? É necessário encontro das lideranças para determinar diretrizes, em conjunto com os militantes do Movimento Indígena. Estes que estão acontecendo não vejo qual o resultado prático? Estes grupos tem algum preparo para determinar alguma diretriz?
    O que as comunidades precisam no momento é fortificar a identidade e a cultura indígena, pois como diz Fan Tsu, é preciso ganhar a guerra primeiro dentro de casa, coisa que não está acontecendo, pois não vejo nas comunidade a integração do grosso da caboclada no movimento, o que vem ocorrendo é a mobilização de grupos de familiares que se apoderam dos benefícios que vão aos pouco chegando nestas comunidades trazidos pelo Movimento e pessoas que deram inicio nas atividades como o caso da Irmã Terezinha do Amarelão que tem ficado de fora por estar sendo escanteada por um noco grupo que tomou a frente do movimento no Amarelão, Atitudes como esta é que enfraquece o movimento, pois afasta as pessoas bem intencionadas abrindo espaça para os oportunistas que vivem a espreita de oportunidades para obterem lucros pessoais.

domingo, 30 de setembro de 2012

flagrantes da cultura indigena


Cherimbabo.

   Na região do Mato Grande (João Câmara) o termo “cherimbaba” significa o individuo bajulador de algum ricaço. É um termo de origem tupi e quer dizer “animal de estimação”. Vem do pronome “meu” (che) e do substantivo mascote (rymbá). Para animal de caça a palavras é “so'o”.
   O “rymbá” em questão é um “paracau”, tipo de papagaio falador. Outro tipo de papagaio é o “tu’im”, aquele que tem a cabeça amarela, como baixa reputação de falador