Mostrando postagens com marcador caatinga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caatinga. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de outubro de 2012

Flagrantes da Cultura Indigena



a rede de dormir.
    Muito se tem para falar sobre a “ tipóia” como falam (presumo) as tapuias. É o nome de um morubixaba potiguara, da Paraíba. É um uso guarani, havendo semelhança impressionante no padrão da estampa das redes fabricadas no Paraguai e no Nordeste brasileiro. Os tapuios também a usam, havendo narrativa de cronista que afirmam que os tarauiras  faziam redes de dormir, com três punhos, para se deitarem com suas  várias esposas.
    Em Caraúbas, até a década de 60, os caboclos só sepultavam seus entes, envoltos apenas nas suas redes de dormir, nas quais vinham transportados os defuntos, trazidos da caatinga ( e demais comunidades dos caboclos ) para serem sepultados em Caraúbas. Os corpos iam primeiro para a igreja erguida onde o caboclo capitão Leandro Bezerra erigiu uma capela para São Sebastião. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ca'a = ketse = flora

A Jurema.
     Natural da caatinga, esta pequena árvore que não produz frutos é tida por sagrada pelos tapuias que dela fazem uma beberagem que lhe proporcionam transes hipnóticos em seus rituais. Sua lenha bota espuma ao ser queimada e é tida como excelente combustível. Flora no final do ano exalando forte e característico odor, justificando o significado do nome: espinho que fede. Seus ramos têm espinhos e existem duas espécies: uma branca e outra preta, sendo da preta que se faz a bebida chamada de vajucá pelos pancarurús.

            Vocabulário.

CAATINGA = MATA BRANCA.

TAPUIOS = INDIOS QUE NÃO SÃO DA NAÇÃO TUPI.

BOTA = PÕE.