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sábado, 4 de janeiro de 2014

Ketse- ca’a-flora.


   Maturi
 Até o inicio da década de 70, vimos caboclinhas sapecas, exibindo desafiadoras, as iniciais dos seus amados, tatuadas, no tronco das coxas, com leite de maturi. Enorme contraste existe entre a vinga do caju, doce e saboroso com a sua intragável vinga, o que chamamos “maturi”, pois a futura fruta contém um sumo leitoso que mancha tecidos e marca a pele, sendo intragável integrando o irônico banquete de ervas agressivas: sala de de urtiga,farofa de maturi e refresco de fumo.
   E nome de uma revista editada em Natal, no período da ditadura militar que tinha caráter critico, ácido.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Xiurinja.


Laércio Cavalcante.
   Recebemos a visita de um velho companheiro, vindo de Mossoró: Laércio Eugênio Cavalcante. Um artista plástico hiper atuante, nas artes gráficas, publicidade e quadrinhos com quem temos longas historias desde os tempos das revistas Maturí e Tabefe. Laércio já residiu em Natal quando trabalhamos juntos no jornal A Tribuna do Norte onde éramos diagramadores, ilustradores e pest-upistas, responsáveis pelo treinamento da equipe.

sábado, 22 de setembro de 2012

Kreche/ Yvyrá / Arborum.


Cajueiro.
           Cajueiro pequenino
           Carregado de “fulô”
           Eu também sou pequenino
           Carregado de “amô”

   Após as chuvas que caem no inicio de setembro, chamadas “chuvas do caju”, estas árvores apresentam suas primeiras flores e no próximo mês das flores, penderão “maturis” que em dezembro já serão caju. Dessa forma, se contava os anos, guardando a cada ano, uma castanha de caju dentro de uma cumbuca. Quando se perguntava a idade se dizia: "tenho
"tantos" cajus".   É uma fruta de cor amarela, mas apresenta a variação encarnada que se chama “caju piranga”.
glossário
Maturi: vinga, a flor virando fruta.
Cumbuca: tipo de pote.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Xiurinja Tunga.


Chico Alves observando as peças líticas encontradas em Apodi
e que estão no Centro Cultural dos Tapuias Paiacus.

Ryke’y

Francisco Alves Sobrinho.

   Guerreiro canhoto calejado. O destino  cruzou nossos caminhos como fez com o do Tio Francisco Sales que o acolheu em tempos idos na REN (Rádio Educadora de Natal), atual Rádio Club, antes Rádio Poti nos idos de 50. Foi Chico Alves que editou a 1º revista Maturí, em 1974.
   O xiurinja Aderildo Rodrigues anda com ele pelo bairro do Guarapes, em um projeto financiada pela UNESCO.